Corpo Discente - Egressos

Isadora Sucupira Machado Chagas
TítuloBusiness inteligence na isquemia silenciosa ao ecocardiograma sob estresse com dobutamina: correlações do risco cardíaco predito pelo índice de escore de contratilidade segmentar
Data da Defesa30/03/2026
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Banca

ExaminadorInstituiçãoAprovadoTipo
Profa. Dra. Ana Gardenia Liberato Ponte FariasUniversidade Federal do CearáSimTitular
Profa. Dra. Clarice Maria Araújo Chagas VergaraUniversidade Estadual do CearáSimTitular
Prof. Dr. Henrique Jorge Maia CostaHospital Geral Waldemar de AlcântaraSimSuplente
Prof. Dr. José Ferreira NunesUniversidade Estadual do CearáSimTitular
Prof. Dr. José Sebastião de AbreuCLINICARDIO - JAC Métodos e Diagnósticos SSSimPresidente
Palavras-Chavesisquemia silenciosa; ecocardiograma sob estresse com dobutamina; business intelligence.
ResumoFundamento: A isquemia miocárdica sem angina pectoris é chamada de silenciosa, pode ser detectada ao ecocardiograma sob estresse com dobutamina (EED) e a sua severidade pode ser estimada por meio do índice de escore de contratilidade segmentar ao estresse (IECS-E). O uso de Business Intelligence (BI) permite avaliação simultânea de múltiplas informações, como as obtidas pelo EED. Objetivos: Desenvolver ferramenta de BI capaz de correlacionar informações clínicas, hemodinâmicas e ecocardiográficas de pacientes com isquemia silenciosa (IS) ao EED. Verificar se tais correlações têm robustez estatística e avaliar o perfil de segurança do EED na IS. Métodos: Pacientes de vida real com IS ao EED por piora da contratilidade ou resposta bifásica (melhora seguida de piora) foram divididos de acordo com o valor do IECS-E em Risco Cardíaco Intermediário (RCI) com valores de 1,1 a 1,7, e Risco Cardíaco Alto (RCA) quando acima de 1,7. Dashboards criados no Microsoft Power BI foram alimentados com dados dos grupos para averiguar correlações entre variáveis. A seguir, realizou-se análise estatística das correlações encontradas. Resultados: Havia 252 pacientes no RCI e 55 no RCA, ambos homogêneos quanto à idade, gênero, fatores de risco para doença coronariana e terapêutica em uso. Os Dashboards interativos permitiram a exploração visual avançada das variáveis, sugerindo associação, posteriormente comprovada por estatística, do RCA à resposta bifásica [52 (20%) vs. 26 (47,3%); p<0,001; V de Cramér: 0,235] e alteração de contratilidade em repouso [126 (50%) vs. 55 (100%); p<0,001; V de Cramér: 0,390]. O duplo produto (DP = pressão arterial sistólica x frequência cardíaca) de repouso no RCA foi maior (9914 ± 2117 bpm.mmHg vs 10591 ± 2334; p= 0,036), houve isquemia em vigência de menores valores de pressão arterial sistólica (160,8 ± 22,4 mmHg vs 153,3 ± 11,1 mmHg; p=0,024) e menor DP (23174 ± 425 vs 21460 ± 4801 bpm.mmHg; p=0,009) também no RCA Ectopias ventriculares isoladas [96 (38,1%) vs 23 (41,8%); p=0,068], taquicardia paroxística supraventricular (5,6% vs 3,6%; p= 0,562) e fibrilação atrial (1,6% vs 1,8%; p= 0,902) não diferiram entre os grupos. As arritmias reverteram espontaneamente ou após medicação. Não ocorreu infarto, fibrilação ventricular ou óbito. Conclusão: O uso de BI proporcionou a percepção de informações importantes e confiáveis a respeito de IS ao EED, demonstrando que pacientes nesse perfil são potencialmente graves, mas há segurança em realizar EED nessa condição.
AbstractBackground: Myocardial ischemia without angina pectoris is called silent ischemia (SI), can be detected by dobutamine stress echocardiography (DSE), and its severity can be estimated using the wall motion score index (WMSI). The use of Business Intelligence (BI) allows for the simultaneous evaluation of multiple information sources, such as those obtained by DSE. Objectives: To develop a BI tool capable of correlating clinical, hemodynamic, and echocardiographic information from patients with SI using DSE. To verify if these correlations have statistical robustness and to evaluate the safety profile of DSE in SI. Methods: Real-life patients with SI on DSE due to worsening contractility or biphasic response (improvement followed by worsening) were divided according to the WMSI value into Intermediate Cardiac Risk (ICR) with values from 1.1 to 1.7, and High Cardiac Risk (HCR) when above 1.7. Dashboards created in Microsoft Power BI were populated with data from the groups to investigate correlations between variables. Subsequently, a statistical analysis of the correlations found was performed. Results: There were 252 patients in the ICR and 55 in the HCR, both homogeneous in terms of age, gender, risk factors for coronary artery disease, and therapy in use. The interactive dashboards allowed for advanced visual exploration of the variables, suggesting an association, later confirmed by statistics, of HCR with the biphasic response [52 (20%) vs. 26 (47.3%); p<0.001; Cramer`s V: 0.235] and alteration of contractility at rest [126 (50%) vs. 55 (100%); p<0.001; Cramer`s V: 0.390]. The double product (DP = systolic blood pressure x heart rate) at rest in the HCR was higher (9914 ± 2117 bpm.mmHg vs 10591 ± 2334; p= 0.036), ischemia occurred with lower systolic blood pressure values (160.8 ± 22.4 mmHg vs 153.3 ± 11.1 mmHg; p=0.024) and lower DP (23174 ± 425 vs 21460 ± 4801 bpm.mmHg; p=0.009) also in the HCR. Isolated ventricular ectopic beats [96 (38.1%) vs 23 (41.8%); [p=0.068], paroxysmal supraventricular tachycardia (5.6% vs 3.6%; p= 0.562) and atrial fibrillation (1.6% vs 1.8%; p= 0.902) did not differ between the groups. The arrhythmias reversed spontaneously or after medication. No infarction, ventricular fibrillation, or death occurred. Conclusion: The use of BI provided the perception of important and reliable information regarding SI on DSE, demonstrating that patients in this profile are potentially critical, but it is safe to perform DSE in this condition.
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